Uma
das muitas teorias da evolução humana, prega que há milhares de anos atrás, uma
raça de primatas precedentes aos homens, dava seus primeiros passos em rumo à
evolução por conta da necessidade.
Pela
primeira vez, desciam das copas das árvores, forçados a buscarem alimentos,
devido provavelmente a alguma escassez no meio natural em que viviam.
As
savanas (vegetação comum no continente africano) não possuem muitas árvores,
sendo compostas geralmente por gramas e capins, que para o tamanho dos primatas
da época, eram altas demais. Isso gerava aos fanfarrões recém descidos,
grandes problemas e o principal era o da insegurança, e de como se defender dos
inimigos.
Não muito fácil foi a solução,
mas, como a necessidade empurra, logo, todo bando acostumados a andar sobre as
quatro pernas (quadrúpedes), tiveram que de vez em quando, se porem sobre duas
pernas para poderem dar espiadelas sobre a vegetação alta, observando quanto a
presença de inimigos. Com o tempo se acostumaram a isto e passaram a andar
sobre duas pernas (bípedes) mantendo-se sempre em pé.
De
certa forma, evoluíram motivados pela curiosidade. Curiosidade esta que
garantia a segurança do grupo que se formara. Então podemos dizer que a
curiosidade leva o homem à evolução (sem querer aqui, fazer comparação com a
propaganda do canal de tv).
É
sabido que ao longo da história a curiosidade também trouxe perturbações a quem
se atrevesse a se aliar a ela, bem diria isto, Galileu Galilei (Itália, 1564 -
1642) e suas observações e deduções astronômicas, contrárias as que os sábios
da época defendiam.
Outras
perturbações são aquelas causadas pela fascinação que certas “descobertas”
causam em alguns. Geralmente nem chegam a ser confirmadas, mas por conta da
fascinação, alguns passam a defender e a fazer alardes sem cabimento,
simplesmente por não julgarem e saberem discernir entre o certo e o errado.
Este
hábito ainda persiste nos dias de hoje, e ainda é comum cairmos nos mesmos erros,
simplesmente por não termos desenvolvido plenamente o hábito de julgar, e sim,
de apenas de aceitar. Sendo assim, comumente somos cordeirinhos e erramos por
tabela, com na brincadeira do telefone sem fios.
Parte
disto vem dos costumes antigos, onde a figura de um líder, como por exemplo, quando
os reis eram quem tomavam as decisões pelo povo, e o povo aceitava como
verdades e sempre como a melhor escolha. Isto é sempre um erro, pois nem sempre
o que é bom para uns, é para os outros e a maioria perde ou erra por conta de
uma minoria.
Pasme,
porque isto ainda acorre hoje, e aqueles que se aventuram de forma diferente, também
são castigados da mesma forma de centenas de anos atrás, por vezes sendo perseguidos
e não raros, tidos como possuídos por alguma força “diabólica”.
Mas
saiba, ninguém é dono da verdade. Cristo disse: “_Conheça a verdade, e ela vós
libertará!”, trocando por miúdos: observe, avalie, pesquise, discuta, descubra,
estude, siga a voz da razão e faça isso quantas vezes forem necessárias, porque
a verdade só pode ser legitima, quando você seja quem a descubra, nunca quando simplesmente
te dão.
Vejam
os exemplos dos livros, mesmo estes, podem ser lidos, interpretados e
explicados de formas diferentes, sempre sobre o olhar da verdade e da razão de
quem lê. Mais uma vez, um, pode influenciar de forma errada a muitos outros.
Nas
grandes empresas, a figura dos lideres ainda existe. Mas são valorizados
aqueles que sabem aguçar as curiosidades do grupo, unido as forças, discutindo
e chegando as melhores soluções com idéias e opiniões diferentes.
Necessário
é que resgatemos nossas curiosidades, mas, apenas aquelas que são construtivas.
Afiar o senso crítico também é indispensável, pois só assim se evita cair em
erro.
Dizem
que, quando daqui partimos, deixamos quase tudo. Levamos apenas os
conhecimentos conquistados, aquelas verdades que descobrimos e que com elas
aprendemos durante a vida.
Resta-nos apenas conhecer a verdade, e ela nos
libertará.
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