sábado, 20 de novembro de 2010

Curiosa Verdade


Uma das muitas teorias da evolução humana, prega que há milhares de anos atrás, uma raça de primatas precedentes aos homens, dava seus primeiros passos em rumo à evolução por conta da necessidade.
Pela primeira vez, desciam das copas das árvores, forçados a buscarem alimentos, devido provavelmente a alguma escassez no meio natural em que viviam.
As savanas (vegetação comum no continente africano) não possuem muitas árvores, sendo compostas geralmente por gramas e capins, que para o tamanho dos primatas da época, eram altas demais. Isso gerava aos fanfarrões recém descidos, grandes problemas e o principal era o da insegurança, e de como se defender dos inimigos.
Não muito fácil foi a solução, mas, como a necessidade empurra, logo, todo bando acostumados a andar sobre as quatro pernas (quadrúpedes), tiveram que de vez em quando, se porem sobre duas pernas para poderem dar espiadelas sobre a vegetação alta, observando quanto a presença de inimigos. Com o tempo se acostumaram a isto e passaram a andar sobre duas pernas (bípedes) mantendo-se sempre em pé.       
De certa forma, evoluíram motivados pela curiosidade. Curiosidade esta que garantia a segurança do grupo que se formara. Então podemos dizer que a curiosidade leva o homem à evolução (sem querer aqui, fazer comparação com a propaganda do canal de tv).
É sabido que ao longo da história a curiosidade também trouxe perturbações a quem se atrevesse a se aliar a ela, bem diria isto, Galileu Galilei (Itália, 1564 - 1642) e suas observações e deduções astronômicas, contrárias as que os sábios da época defendiam.
Outras perturbações são aquelas causadas pela fascinação que certas “descobertas” causam em alguns. Geralmente nem chegam a ser confirmadas, mas por conta da fascinação, alguns passam a defender e a fazer alardes sem cabimento, simplesmente por não julgarem e saberem discernir entre o certo e o errado.
Este hábito ainda persiste nos dias de hoje, e ainda é comum cairmos nos mesmos erros, simplesmente por não termos desenvolvido plenamente o hábito de julgar, e sim, de apenas de aceitar. Sendo assim, comumente somos cordeirinhos e erramos por tabela, com na brincadeira do telefone sem fios.
Parte disto vem dos costumes antigos, onde a figura de um líder, como por exemplo, quando os reis eram quem tomavam as decisões pelo povo, e o povo aceitava como verdades e sempre como a melhor escolha. Isto é sempre um erro, pois nem sempre o que é bom para uns, é para os outros e a maioria perde ou erra por conta de uma minoria.
Pasme, porque isto ainda acorre hoje, e aqueles que se aventuram de forma diferente, também são castigados da mesma forma de centenas de anos atrás, por vezes sendo perseguidos e não raros, tidos como possuídos por alguma força “diabólica”.
Mas saiba, ninguém é dono da verdade. Cristo disse: “_Conheça a verdade, e ela vós libertará!”, trocando por miúdos: observe, avalie, pesquise, discuta, descubra, estude, siga a voz da razão e faça isso quantas vezes forem necessárias, porque a verdade só pode ser legitima, quando você seja quem a descubra, nunca quando simplesmente te dão.
Vejam os exemplos dos livros, mesmo estes, podem ser lidos, interpretados e explicados de formas diferentes, sempre sobre o olhar da verdade e da razão de quem lê. Mais uma vez, um, pode influenciar de forma errada a muitos outros.
Nas grandes empresas, a figura dos lideres ainda existe. Mas são valorizados aqueles que sabem aguçar as curiosidades do grupo, unido as forças, discutindo e chegando as melhores soluções com idéias e opiniões diferentes.
Necessário é que resgatemos nossas curiosidades, mas, apenas aquelas que são construtivas. Afiar o senso crítico também é indispensável, pois só assim se evita cair em erro.
Dizem que, quando daqui partimos, deixamos quase tudo. Levamos apenas os conhecimentos conquistados, aquelas verdades que descobrimos e que com elas aprendemos durante a vida.
Resta-nos apenas conhecer a verdade, e ela nos libertará.

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